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Quais os processos necessários para construir uma Supply Chain Agility?

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O Supply Chain Agility nada mais é do que a capacidade que uma empresa deve ter para modificar processos e adequar-se a mudanças na velocidade que o mercado exige. Sabemos que, na logística atual, há a necessidade de realizar ciclos cada vez mais curtos e que erros são cada vez menos tolerados. A logística tornou-se peça fundamental na engrenagem que move as relações de compra e venda, por isso é preciso atualizar-se rapidamente.

Supply Chain Agility: Como minha empresa pode se enquadrar?

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que inserir metodologias para aumentar a agilidade e a precisão dos processos é vital para a manutenção de qualquer negócio que tenha a logística como parte importante. Não há mais como pensar nas relações entre fornecedor e consumidor como algo demorado e inconsistente. É por isso que o Supply Chain Agility se faz mais do que desejável; é essencial.

Para enquadrar-se nesse conceito, acreditamos que dois termos são fundamentais: tecnologia e controle de processos. Segundo esse artigo publicado no blog Supplychainquarterly.com, o Supply Chain Agility pode ser comparado a lógicas presentes no esporte e em treinamentos militares. Isso porque ambos precisam ser ágeis o suficiente para lidar com incertezas e mudanças. Ainda segundo o artigo, pesquisas recentes sugerem que existem cinco dimensões da agilidade presentes na ciência esportiva e militar que podem ser aplicadas à logística:  estado de alerta, acessibilidade, determinação, rapidez e flexibilidade. Vamos analisar cada uma delas:

Estado de alerta

O primeiro item da lista diz respeito à capacidade de reagir rapidamente quando há alguma mudança. Essa capacidade está presente tanto no esporte quanto na ciência, e pode também ser aplicada para a logística. Para isso, é preciso estar constantemente alerta a qualquer sinal de mudança e não esperar muito para a reação. Mas cuidado! É preciso reagir de maneira correta e não impulsiva. Isso não é tarefa fácil, uma vez que identificar pontos críticos precocemente prevê risco na tomada de decisão. Para ter mais segurança nas ações, estude o assunto, estime as consequências e dê um passo de cada vez.

Acessibilidade

No Supply Chain Agility, segundo o artigo, acessibilidade quer dizer ter controle total sobre o andamento das situações. No esporte, por exemplo, seria saber onde o adversário lançará a bola antes mesmo que a jogada aconteça. Em um campo de batalha, seria prever os próximos passos do inimigo e agir contra ele antes de ser atingido. Na logística, ter controle total sobre as situações também é vital. Em uma realidade complexa e cada vez mais veloz, a tecnologia tem se tornado fundamental para tornar isso possível. No deslocamento de um caminhão até o destino, por exemplo, já é possível ter estimativas de tempo de viagem, condições do tempo e do trânsito, além de monitorar motoristas à distância. Já é possível, também por meio de softwares, ter controles mais precisos sobre movimentações de estoque, fluxos de inventário e previsão de demanda.

Determinação

Para aplicar os conceitos do Supply Chain Agility é necessário saber que tomar decisões rápidas não quer dizer agir por impulso, mas sim agir rápido usando como base informações concretas. O artigo usa como exemplo um estudo feito com atletas, em que foi analisado o tempo de resposta entre o estímulo e a ação. Os resultados do estudo indicam que os atletas que demonstram maior habilidade esportiva tiveram respostas superiores de tomada de decisão em relação aos movimentos dos seus adversários. Por isso, na logística, a hora certa de decidir também é muito importante. Ao cometer um erro, por exemplo, de entrega de produto, utilizar um software que pode reverter a devolução em tempo real pode ser um grande diferencial. Dessa forma, a empresa não amarga o prejuízo completo de uma devolução e, de quebra, o cliente fica mais satisfeito.

Rapidez

Já falamos algumas vezes aqui no nosso blog sobre como a pontualidade é fundamental para uma empresa que trabalhe com logística. Cumprir acordos e prazos é o objetivo primordial e por isso precisa ser cumprido com maestria, especialmente quando estamos falando em Supply Chain Agility. Agir com rapidez é fundamental no esporte, na área militar e na logística porque de nada adianta estudar todos os movimentos do adversário, ter capacidade de agir, mas demorar para tomar uma decisão. Além do mais, ser ágil tem sido uma habilidade cada vez mais exigida de empresas de logística. Tanto que a gigante da logística Amazon patenteou sistemas de previsão de demanda, que encaminham o produto para o consumidor antes mesmo que ele realize de fato a compra.

Flexibilidade

Dentro da Supply Chain Agility, flexibilidade é a capacidade de modificar a estratégia com a ação em curso. Muitas vezes, uma estratégia montada com cuidado não é suficiente para o sucesso de uma batalha, jogo ou operação logística. Em todas elas é necessário, portanto, saber como agir em um imprevisto. Um exemplo prático, no caso da logística, pode acontecer durante o transporte de uma carga. Problemas no caminhão, engarrafamentos inesperados ou outros imprevistos podem atrasar a viagem e, consequentemente, a entrega ao cliente. Para que tudo corra bem e o relacionamento não fique abalado, o motorista precisa ter ferramentas para informar imediatamente a empresa sobre o ocorrido. A central, por sua vez, pode entrar em contato com o cliente e contornar a situação. Isso só é possível com o alinhamento correto de ambos e o uso da tecnologia que os conecte. Se a central tem controle total sobre a movimentação da carga, ela pode, inclusive, ser pró-ativa e entrar em contato para questionar sobre o atraso, mesmo sem que o motorista informe os motivos.

Quero aplicar esses conceitos na minha empresa, como começar?

Em primeiro lugar, observando como os processos são feitos hoje na sua empresa e avaliando o que precisa ser modificado. Não é viável partir de uma operação logística com problemas e ir diretamente para o Supply Chain Agility. Como um bom estrategista, planeje antes de agir.

A segunda etapa é observar o que a concorrência está fazendo e estar sempre um passo à frente. Trace metas e objetivos, converse com clientes e fornecedores sobre o que precisa ser melhorado e, principalmente, não tenha medo de ouvir críticas.

Em seguida, faça os investimentos necessários. Lembre-se de que não há progresso, especialmente em relação a inovação, sem investimento. Pesquise sobre as tecnologias disponíveis no mercado e escolha a que melhor se encaixa na sua realidade. Só assim o Supply Chain Agility poderá ser uma realidade para sua empresa.

Caso tenha alguma dúvida, ou queira saber mais sobre Supply Chain Agility, escreva um comentário abaixo!

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