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Logística europeia: o que o Brasil pode aprender e copiar?

antwerp-2019990_1280Não é de hoje que sabemos que a logística europeia é um exemplo a ser seguido. O banco mundial divulga a cada dois anos um relatório sobre o segmento e países como a Alemanha sempre são destaque. Com relação ao Brasil, no documento de 2014, estávamos em uma posição desfavorável: caímos da 45ª para a 65ª posição. Dois anos depois, houve uma recuperação de 10 posições, mas ainda é pouco para chegarmos ao patamar ideal. Tendo em vista esse panorama, quais lições podemos tirar para sermos cada vez melhores?

Lições sobre a logística europeia

Para exemplificar como o Brasil pode aprender com a logística europeia, separamos três países: Alemanha, Holanda e Bélgica. Neles, há pontos fortes e soluções inovadoras que podem servir de exemplo. Veja:

Alemanha

No topo da lista pela terceira vez consecutiva, o país é conhecido pela disciplina na execução de tarefas e não poderia ser diferente na logística. Estar constantemente observando dados e buscando pontos de melhoria não é rotina para a maioria das empresas brasileiras, por enquanto. A Alemanha, pioneira em estudos sobre a indústria 4.0, sabe que, quando tudo é milimetricamente analisado, os erros aparecem antes que se tornem grandes problemas. A boa notícia é que a tecnologia vai ajudar muito na evolução do processo. Para os brasileiros, o primeiro passo é estarem atentos e acompanharem as tendências.

Holanda

O país é destaque na logística europeia pela infraestrutura. O aeroporto Schiphol é um dos maiores do mundo em carga e descarga e o porto de Roterdã é o maior da Europa. Sendo o Brasil um país de dimensões continentais com um imenso litoral, ter maior infraestrutura de portos e aeroportos é fundamental. Segundo reportagem feita pelo Jornal Nacional, problemas em portos e aeroportos emperram liberação de produtos e causam prejuízos imensuráveis.

Bélgica

Na Bélgica, assim como na Alemanha e outros países que fazem parte do contexto da logística europeia, há grande preocupação em modernizar constantemente os processos. Por lá observa-se boa infraestrutura e investimentos do governo em desenvolvimento de pesquisas.

O Brasil melhorou em alguns pontos

Apesar de ainda termos muito o que aprender com a logística europeia, melhoramos em quesitos essenciais. O relatório aponta como pontos fortes logística e competência, rastreabilidade e infraestrutura. Em contrapartida, os quesitos custo, embarque internacional e pontualidade ainda são fracos. Sendo assim, se você deseja modernizar a sua empresa, observe também quais são seus pontos fortes e fracos e ataque-os. Uma análise estruturada sobre mudanças necessárias pode fazer toda diferença para os resultados.
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Quais os processos necessários para construir uma Supply Chain Agility?

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O Supply Chain Agility nada mais é do que a capacidade que uma empresa deve ter para modificar processos e adequar-se a mudanças na velocidade que o mercado exige. Sabemos que, na logística atual, há a necessidade de realizar ciclos cada vez mais curtos e que erros são cada vez menos tolerados. A logística tornou-se peça fundamental na engrenagem que move as relações de compra e venda, por isso é preciso atualizar-se rapidamente.

Supply Chain Agility: Como minha empresa pode se enquadrar?

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que inserir metodologias para aumentar a agilidade e a precisão dos processos é vital para a manutenção de qualquer negócio que tenha a logística como parte importante. Não há mais como pensar nas relações entre fornecedor e consumidor como algo demorado e inconsistente. É por isso que o Supply Chain Agility se faz mais do que desejável; é essencial.

Para enquadrar-se nesse conceito, acreditamos que dois termos são fundamentais: tecnologia e controle de processos. Segundo esse artigo publicado no blog Supplychainquarterly.com, o Supply Chain Agility pode ser comparado a lógicas presentes no esporte e em treinamentos militares. Isso porque ambos precisam ser ágeis o suficiente para lidar com incertezas e mudanças. Ainda segundo o artigo, pesquisas recentes sugerem que existem cinco dimensões da agilidade presentes na ciência esportiva e militar que podem ser aplicadas à logística:  estado de alerta, acessibilidade, determinação, rapidez e flexibilidade. Vamos analisar cada uma delas:

Estado de alerta

O primeiro item da lista diz respeito à capacidade de reagir rapidamente quando há alguma mudança. Essa capacidade está presente tanto no esporte quanto na ciência, e pode também ser aplicada para a logística. Para isso, é preciso estar constantemente alerta a qualquer sinal de mudança e não esperar muito para a reação. Mas cuidado! É preciso reagir de maneira correta e não impulsiva. Isso não é tarefa fácil, uma vez que identificar pontos críticos precocemente prevê risco na tomada de decisão. Para ter mais segurança nas ações, estude o assunto, estime as consequências e dê um passo de cada vez.

Acessibilidade

No Supply Chain Agility, segundo o artigo, acessibilidade quer dizer ter controle total sobre o andamento das situações. No esporte, por exemplo, seria saber onde o adversário lançará a bola antes mesmo que a jogada aconteça. Em um campo de batalha, seria prever os próximos passos do inimigo e agir contra ele antes de ser atingido. Na logística, ter controle total sobre as situações também é vital. Em uma realidade complexa e cada vez mais veloz, a tecnologia tem se tornado fundamental para tornar isso possível. No deslocamento de um caminhão até o destino, por exemplo, já é possível ter estimativas de tempo de viagem, condições do tempo e do trânsito, além de monitorar motoristas à distância. Já é possível, também por meio de softwares, ter controles mais precisos sobre movimentações de estoque, fluxos de inventário e previsão de demanda.

Determinação

Para aplicar os conceitos do Supply Chain Agility é necessário saber que tomar decisões rápidas não quer dizer agir por impulso, mas sim agir rápido usando como base informações concretas. O artigo usa como exemplo um estudo feito com atletas, em que foi analisado o tempo de resposta entre o estímulo e a ação. Os resultados do estudo indicam que os atletas que demonstram maior habilidade esportiva tiveram respostas superiores de tomada de decisão em relação aos movimentos dos seus adversários. Por isso, na logística, a hora certa de decidir também é muito importante. Ao cometer um erro, por exemplo, de entrega de produto, utilizar um software que pode reverter a devolução em tempo real pode ser um grande diferencial. Dessa forma, a empresa não amarga o prejuízo completo de uma devolução e, de quebra, o cliente fica mais satisfeito.

Rapidez

Já falamos algumas vezes aqui no nosso blog sobre como a pontualidade é fundamental para uma empresa que trabalhe com logística. Cumprir acordos e prazos é o objetivo primordial e por isso precisa ser cumprido com maestria, especialmente quando estamos falando em Supply Chain Agility. Agir com rapidez é fundamental no esporte, na área militar e na logística porque de nada adianta estudar todos os movimentos do adversário, ter capacidade de agir, mas demorar para tomar uma decisão. Além do mais, ser ágil tem sido uma habilidade cada vez mais exigida de empresas de logística. Tanto que a gigante da logística Amazon patenteou sistemas de previsão de demanda, que encaminham o produto para o consumidor antes mesmo que ele realize de fato a compra.

Flexibilidade

Dentro da Supply Chain Agility, flexibilidade é a capacidade de modificar a estratégia com a ação em curso. Muitas vezes, uma estratégia montada com cuidado não é suficiente para o sucesso de uma batalha, jogo ou operação logística. Em todas elas é necessário, portanto, saber como agir em um imprevisto. Um exemplo prático, no caso da logística, pode acontecer durante o transporte de uma carga. Problemas no caminhão, engarrafamentos inesperados ou outros imprevistos podem atrasar a viagem e, consequentemente, a entrega ao cliente. Para que tudo corra bem e o relacionamento não fique abalado, o motorista precisa ter ferramentas para informar imediatamente a empresa sobre o ocorrido. A central, por sua vez, pode entrar em contato com o cliente e contornar a situação. Isso só é possível com o alinhamento correto de ambos e o uso da tecnologia que os conecte. Se a central tem controle total sobre a movimentação da carga, ela pode, inclusive, ser pró-ativa e entrar em contato para questionar sobre o atraso, mesmo sem que o motorista informe os motivos.

Quero aplicar esses conceitos na minha empresa, como começar?

Em primeiro lugar, observando como os processos são feitos hoje na sua empresa e avaliando o que precisa ser modificado. Não é viável partir de uma operação logística com problemas e ir diretamente para o Supply Chain Agility. Como um bom estrategista, planeje antes de agir.

A segunda etapa é observar o que a concorrência está fazendo e estar sempre um passo à frente. Trace metas e objetivos, converse com clientes e fornecedores sobre o que precisa ser melhorado e, principalmente, não tenha medo de ouvir críticas.

Em seguida, faça os investimentos necessários. Lembre-se de que não há progresso, especialmente em relação a inovação, sem investimento. Pesquise sobre as tecnologias disponíveis no mercado e escolha a que melhor se encaixa na sua realidade. Só assim o Supply Chain Agility poderá ser uma realidade para sua empresa.

Caso tenha alguma dúvida, ou queira saber mais sobre Supply Chain Agility, escreva um comentário abaixo!

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Os segredos da Amazon para ser uma das empresas mais eficientes do mundo

segredos-da-amazonConhecida por fazer entregas efetivas em um curto período de tempo, muitas empresas querem desvendar os segredos da Amazon. A verdade é que nenhuma empresa é grande e eficiente à toa. Além de trabalho e boa gestão, alguns ingredientes especiais fazem o diferencial da gigante da logística. Separamos algumas dessas características que acreditamos ser bons pontos de inspiração.

4 segredos da Amazon

É evidente que os mais secretos segredos da Amazon estão guardados a sete chaves, mas a simples observação da forma de atuar da empresa e o conhecimento que temos sobre o assunto nos permite tirar diversas lições que podem ser copiadas. Pense nisto:

Aprender com os próprios erros

A Amazon nem sempre foi uma gigante conhecida pela boa logística. A empresa que começou como uma livraria virtual em 1990, nem sempre foi a potência que é hoje. Ela passou por um momento crítico ao diversificar sua área de atuação, com constantes quedas de sistema que chegavam a deixar a operação fora do ar por horas. Nesse momento, seu fundador Jeff Bezos decidiu investir em um sistema logístico que funcionasse melhor com pedidos pequenos. Para a missão, foram contratados cientistas e engenheiros em vez de profissionais renomados da área do varejo. Demorou até a empresa acertar os ponteiros, mas valeu a pena. Eles criaram algo totalmente inovador e hoje são referência no assunto.

Inovação

Outro dos segredos da Amazon é nunca ter medo de inovar. É deles o modelo, patenteado em 2014, de entrega antecipada. A tecnologia consiste em estudar padrões de consumo de seus clientes. Baseando-se no histórico de compras, aliado a outros fatores como tempo de permanência na página, a empresa já encaminha o produto para entrega mesmo antes da decisão final. Essa lógica deverá ser replicada em operações logísticas do mundo todo nos próximos anos. Por isso, a lição que fica é: não tenha medo de inovar e querer ser ainda melhor a cada dia.

Ousadia

Se você quer aprender os segredos da Amazon, não pode deixar de analisar o quanto a empresa é ousada em suas iniciativas. Essa é uma das características fundamentais da gigante da logística. A nova meta da empresa é eliminar totalmente os intermediários e ser a única ponte entre produtor e consumidor. A partir do momento que há a compra, a empresa ficaria responsável pelo transporte e a chegada ao comprador, em qualquer lugar do mundo.

Investimento em pesquisa

Todos esses resultados citados anteriormente só são possíveis porque a empresa investe pesado em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Certamente todos os segredos da Amazon são construídos nesse setor. Se você quer seguir os passos da gigante, esse quesito é fundamental. Cerque-se de pessoas inteligentes e inovadoras, tente fazer melhor do que já é feito e não economize recursos e esforços. Os resultados podem ser incríveis.
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Crédito da imagem: webandi/CC

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Logística e as alterações climáticas globais: por que elas estão relacionadas?

alteracoes-climaticas-globaisAs alterações climáticas globais geram consequências em todos os setores, já que mudam a lógica de produção e distribuição, especialmente de produtos perecíveis. Para a logística, isso significa atenção em dobro, uma vez que o setor precisa adequar-se à nova realidade nas duas pontas: produtor e consumidor. Como, então, podemos passar ilesos a essas mudanças? Para nós, a resposta está em observar com atenção as novas necessidades e investir em tecnologia.

Alterações climáticas globais: como adaptar-se?

Não há como negar que as alterações climáticas globais têm causado alterações em ciclos produtivos mundo afora. Houve mudanças nas zonas climáticas e isso modificou o processo de desenvolvimento de muitos insumos. Reorganizar lógicas de distribuição, especialmente de alimentos é, portanto, um grande desafio, tanto que esse tem sido tema constante em fóruns e encontros internacionais.

Segundo os especialistas, as alterações climáticas são tão graves para o contexto de produção de alimentos que podem causar a redistribuição geográfica de espécies, ou seja, plantas que antes conseguiam desenvolver-se em um determinado local agora precisam ser deslocadas para outro, muitas vezes até com condições que antes eram completamente adversas. Sendo assim, para não comprometer a distribuição de insumos e alimentos, será necessário intensificar ações de inteligência, algumas já em curso, tais como:

Redes de comunicação entre clientes e fornecedores

Enfrentar as alterações climáticas globais com o uso de tecnologia colaborativa é a forma mais inteligente e viável observada atualmente para impedir que haja uma crise de abastecimento. Nos próximos anos, deverão intensificar-se os mecanismos para que seja simples e rápido conectar fornecedor, transportadora e cliente. Dessa forma, se há um problema de produção em uma região onde as alterações climáticas globais tornaram-se nocivas, imediatamente será possível encontrar outra região onde não houve consequências para que o abastecimento se mantenha.

Melhoria nas técnicas de armazenamento

As alterações climáticas globais fazem com que a temperatura aumente progressivamente. As consequências para o armazenamento de perecíveis são imediatas. Produtos sensíveis ao calor não podem ficar armazenados sem refrigeração, por isso transportá-los com rapidez e segurança torna-se ainda mais importante. Invista em sistemas de controle de temperatura, preferencialmente aqueles que possam ser acessados de forma remota pela central e estejam integrados ao software de monitoramento de veículos. É interessante também criar redes mais eficientes de comunicação entre a empresa interessada em vender e o cliente final. Nesses casos, se o produto já tem destino certo, não precisará ficar armazenado muito tempo e chegará mais fresco ao consumidor final.

Campanhas para uso consciente e contra o desperdício

Mesmo com todos os cuidados, é provável que as alterações climáticas globais causem algum tipo de impacto na produção. É fundamental que as pessoas saibam disso e passem a consumir alimentos de forma mais consciente, evitando desperdício e reaproveitando aquilo que hoje é jogado fora. Para a logística, é fundamental contribuir para esse processo promovendo, por exemplo, a logística reversa. Isso é bom não só para a diminuição de resíduos, mas também para as empresas, que passam a ser melhor vistas perante seus consumidores, além de economizar reaproveitando resíduos.

Dessa forma, todos precisam se dar conta de que as alterações climáticas globais são irreversíveis, mas que poderemos lidar com elas. Em muitos aspectos, o uso de tecnologia já pode compensar muitos problemas que provavelmente teremos no futuro. Se você é empresário ou trabalha em uma empresa de logística, fique atento a isso e comece agora mesmo a pensar em estratégias.
Caso tenha alguma dúvida, deixe um comentário ou entre em contato conosco.

Crédito da imagem: fkevin/CC