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Gestão da cadeia de suprimentos: é possível tornar os ciclos mais curtos?

gestão da cadeia de suprimentosUma gestão da cadeia de suprimentos com ciclos mais curtos tem se tornado mais do que desejável: já é algo necessário. Vivemos um momento em que as comunicações e a concorrência entre as empresas impõem a renovação constante dos produtos, especialmente os tecnológicos. No que diz respeito à logística, dar conta de toda essa demanda requer agilidade e organização, tudo isso sem afetar os custos ou a qualidade do serviço. Isso só é possível graças às ferramentas tecnológicas utilizadas desde o pedido até a entrega ao cliente.

Gestão da cadeia de suprimentos eficiente

Além da necessidade constante do mercado por novos produtos, a gestão da cadeia de suprimentos, quando feita de forma eficiente, é um ótimo negócio para a empresa. Ciclos curtos diminuem a necessidade de armazenamento e evitam desperdícios. A grande dificuldade é que, assim como em qualquer operação logística, longa ou curta, um pequeno erro em qualquer uma das etapas é capaz de comprometer todas as demais. Imagine então manter a qualidade do serviço quando os ciclos se tornam cada vez menores. Para garantir que haja um padrão de qualidade, monitorar cada uma das etapas é fundamental para o sucesso.

Fenômenos como a automação industrial e a internet das coisas têm transformado as fábricas e até os próprios produtos em componentes ativos na gestão da cadeia de suprimentos. À medida que uma máquina se torna capaz de fornecer dados de produtividade, apontar falhas na produção e sinalizar para a necessidade de manutenção nela própria, entramos em uma era em que as chances de haver erros se torna cada vez menor, possibilitando que os ciclos sejam mais curtos.

Em uma etapa ainda mais avançada desse processo, há o retorno das informações a fim de aumentar a precisão dos ciclos. Isso quer dizer, por exemplo, que uma fábrica de alimentos terá acesso, em tempo real, à informação sobre qual SKU tem mais procura em determinados locais, meses do ano, etc. Com esses dados é possível tornar a produção mais inteligente e direcionada, diminuindo custos e desperdícios.

Apesar de interessante, a gestão da cadeia de suprimentos com ciclos mais curtos, da forma como descrevemos, ainda depende de muitos investimentos dos empresários brasileiros e interesse em tornar sua logística mais automatizada e eficiente. Ainda há pouco conhecimento e o velho jeito de fazer ainda predomina em muitos locais. A consequência disso é que se não abrirmos os olhos para as possibilidades que a tecnologia oferece, outros países o farão e não será mais possível concorrer de igual para igual.

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4 fatores que podem estar prejudicando a produtividade das equipes de logística

industrial-1636403_1280Alcançar índices altos de produtividade das equipes é uma matemática complicada. Ao mesmo tempo que o dono da empresa quer que um número menor de funcionários produza mais, sobrecarregá-los resultará em equipes desmotivadas, doentes e até na perda de bons funcionários. A produtividade está diretamente ligada às condições de trabalho, por isso separamos alguns fatores para que você reflita e observe se algum deles pode ser o problema da sua empresa.

1 – Falta de motivação

Não é segredo para ninguém que a produtividade das equipes está diretamente ligada à motivação. Segundo esta reportagem, uma pesquisa realizada nos EUA apontou que funcionários satisfeitos produzem cerca de 12% mais. Já os insatisfeitos, que precisam ser demitidos, chegam a custar quase R$ 900 bilhões por ano. Ouvir as necessidades do funcionário e oferecer algumas “regalias” pode ser mais lucrativo do que parece. A pessoa engajada com a empresa, além de trabalhar mais, trata melhor os clientes e tende a indicar os serviços para outras pessoas, indica conhecidos para vagas em aberto e torna-se motivador de novos colegas.

2 – Os funcionários não estão sendo ouvidos

Muitos funcionários têm boas ideias mas não as compartilham por falta de oportunidade. Ninguém melhor do que quem vive a rotina de trabalho para dizer o que precisa ser mudado. É evidente que nem sempre é possível ser democrático e algumas decisões possuem diversos fatores relacionados, mas ouvir a opinião das pessoas, especialmente quando elas serão diretamente envolvidas, é uma importante ferramenta para evitar erros.

3 – Sobrecarga de trabalho

Aumentar a produtividade das equipes não pode ser o mesmo que sobrecarregá-las. Como já mencionamos no primeiro ítem, o funcionário precisa estar motivado e ninguém trabalha em seu nível máximo quando está sobrecarregado. É possível ter criatividade mesmo em serviços mais mecânicos, e quando você sobrecarrega alguém, todas as tarefas tornam-se chatas e monótonas. Experimente intercalar períodos de grande produtividade com atividades lúdicas. Uma sala de descompressão pode ser uma boa ideia.

4 – Falha na supervisão

Oferecer vantagens e conforto para o funcionário é importante para aumentar a produtividade das equipes, mas deixá-los sem supervisão talvez não seja o caminho ideal. Apostar em uma gestão autoritária já foi provado que não funciona, mas investir em meios tecnológicos de medir produtividade é vantajoso para ambas as partes. No caso da logística você pode, por exemplo, implantar o uso de aplicativos que enviam informações sobre o status do caminhão em tempo real. Eles contribuem para que a central esteja o tempo todo informada sobre paradas não programadas, trânsito e atrasos na chegada da encomenda. Dessa forma, a relação de confiança entre empresa e funcionário torna-se maior e a produtividade aumenta.

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4 lições da logística de eventos que podem ser aplicadas na sua empresa

logistica-de-eventosQuando um leigo observa a logística de eventos pode pensar: Como isso deu certo? Realmente não é fácil, mas a organização necessária para que ocorram grandes festivais musicais ou eventos esportivos é fenomenal: são centenas e às vezes até milhares de pessoas envolvidas em movimentações entre municípios, estados ou países. E é por ser tão complexa que a logística de eventos pode servir de lição para a logística do dia a dia da sua empresa. Para esse post, usaremos como exemplo a logística dos jogos olímpicos do Rio de Janeiro, evento que armazenou e transportou cerca de 30 milhões de objetos.

Logística para eventos: o que os jogos Rio 2016 nos ensinaram

Sediar um grande evento é um desafio para qualquer país, principalmente quando se trata das olimpíadas. Isso porque a quantidade de pessoas envolvidas e a variedade de esportes dificulta, e muito, a operação. Ter passado por essa experiência certamente deixou um legado de aprendizado para o nosso país. Por isso, separamos algumas lições que podem ser aplicadas na sua empresa agora mesmo:

Planejamento

A pressão por uma data de início exige que a logística de eventos seja planejada com muita antecedência. No caso dos jogos olímpicos, a preparação começou em 2013, quando os Correios ganharam a licitação para operar a logística do evento. Os eventos-teste também foram importantes para o sucesso da operação, já que permitiram corrigir erros e aprender com eles. No dia a dia das empresas é praticamente impossível planejar cada uma das entregas individualmente, mas é absolutamente viável criar padrões e aprender com os erros, assim como na logística de eventos. Criar mecanismos para registro de situações que se repetem é essencial para aumentar as taxas de sucesso. Se um determinado bairro, por exemplo, possui caminhos que alagam em dias de chuva, os sistemas da empresa devem estar programados para enviar um aviso sempre que uma entrega precisar ser feita naquele endereço. Citando outro exemplo, se algum cliente possui alguma necessidade de descarga, essa informação precisa ser conhecida por todas as pessoas da empresa.

Capacidade de trabalhar com diferentes SKUs

Imagine o quão complexa é a operação de transportar e armazenar SKUs tão diferentes e tão importantes para cada um dos atletas. Nas olimpíadas do Rio, só de equipamentos esportivos foram 980 mil itens. Para não repetir o erro que aconteceu nas olimpíadas de 2008, em Pequim, com a atleta Fabiana Murer, do salto com vara, quando seu equipamento sumiu, houve especial cuidado. Tanto que o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, disse em entrevista ao portal GloboEsporte.com: “Não podemos fazer aquilo. São questões delicadas. Uma hora você está levando uma canoa, que tem um jeito especial de transportar. Outra hora está levando um monte de bolas de futebol.” O que podemos aprender com isso? Cada entrega deve ser tratada de forma especial. Atrasar uma entrega, entregar um produto com avarias ou com erros podem parecer falhas pequenas diante do número de entregas que as empresas fazem todos os dias., Mas, para o cliente, isso pode ter um impacto grande. É evidente que erros acontecem e alguns, infelizmente, não podem ser evitados. A lição, no entanto, é não tratá-los como “só mais um”. Preocupe-se com o cliente, engaje-se no problema particular dele e coloque-se à disposição para resolver. Com o uso da tecnologia é possível, por exemplo, reverter uma devolução no momento da entrega, diminuindo os prejuízos para ambos.

Treinamento

No caso das olimpíadas, essa etapa foi fundamental, especialmente porque as pessoas que trabalharam eram voluntárias, muitas vezes sem conhecimento prévio sobre qualquer assunto ligado à logística de eventos. Segundo declarações do coordenador geral de logística do projeto Rio 2016, Carlos Henrique de Luca, os treinamentos foram feitos de maneira cíclica, à medida que novas pessoas eram agregadas à equipe. No dia a dia de empresas também funciona assim. Por melhor que a empresa seja, sempre há rotatividade de funcionários e cada um que chega precisa encaixar-se nos padrões. Esperar que se adaptem por conta própria é algo comum, mas pode ser perigoso, já que padrões não desejados pela empresa podem ser replicados sem que se perceba de imediato. Por isso, crie treinamentos e exija que cada um dos novos funcionários participe. Se ficar caro, treine continuamente os gestores para serem os responsáveis por passar essas informações.

Tecnologia

O maior aliado na superação de todos esses desafios citados é a tecnologia. A comunicação e a execução de tarefas fica muito mais fácil quando se tem o apoio de ferramentas. Para o gerenciamento de armazéns, podemos citar o WMS; para o acompanhamento do transporte, há gerenciadores de entregas em tempo real; e para escolher os melhores caminhos, há roteirizadores de frota. Em grandes eventos ou no dia a dia, contar com essas ferramentas diminui erros e aumenta a efetividade das operações.
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